terça-feira, 23 de abril de 2013

Um pensamento.


A realização de exposições de fotografia tornou-se uma actividade dos museus tão característica como montar exposições individuais de pintura.
 Mas um fotografo não é um pintor, já que o seu papel é escasso em grande parte da actividade fotográfica séria e virtualmente irrelevante em todos os usos vulgares. na medida em que o tema fotografado nos interessa, esperamos que o fotografo tenha  presença extremamente discreta.  Assim o sucesso  do foto jornalismo reside na dificuldade em distinguir o trabalho  superior de fotografo do de um outro, excepto se um deles tiver monopolizado um tema em particular. Estas fotografias têm poder como imagens (ou copias) do mundo, não da consciência de um artista individual. E na grande maioria das fotografias que se tiram - para fins científicos e industriais, pela impressa, pelos militares e policia ou pelas famílias -, nenhuma marca da visão pessoal de quem estiver atrás da câmara interfere com



quinta-feira, 19 de abril de 2012

As marcas

Depois de estar algum tempo, como se estivesse a tentar encontrar algo que já  tinha na minha frente, e só eu não via , dei por mim a pensar se quero continuar a trabalhar nesta arte a que  convencionaram chamar "fotografia".Gostava que a vida fosse justa , mas isso todos sabemos que não é, não é quando nos dizem que temos um trabalho muito bom, ate bom demais ( falsa modéstia) para o que se pretende mas há um senão: "O senhor não tem material como os outros fotógrafos, não usa a marca Nicon ou Canon, assim pode parecer mal aos nosso clientes porque estão habituados a verem os fotógrafos de renome com esses equipamentos, sinto muito mas assim não podemos assumir nenhum compromisso consigo, lamentamos.
Chegamos aqui ,as aparências são tudo mesmo que não se saiba o que é um obturador ou um diafragma ou mesmo o numero guia do flash, não faz mal porque é uma Nikon  ou, uma Canon.
Eu por mim vou continuar a fazer fotos com a minha velhinha Lumix Z20, para quem gostar de imagens com olhos de ver e não de imagens com olhos de marca.



terça-feira, 20 de março de 2012

Lixo e coisas estranhas com pretensões á sofisticação



A fotografia é o veículo mais bem sucedido do gosto modernista na sua visão pop, com o seu empenho em desmistificar a alta cultura do passado (concentrando-se em fragmentos, lixo, coisas estranhas, sem nada excluir), cortejando conscientemente a vulgaridade, com se a sua afeição pelo Kitsch, sua capacidade para conciliar a sua sobranceria pseudo-radical em relação à arte como actividade reaccionária, elitista, pretensiosa, falsa, artificial, desligada das verdades mais evidentes da vida quotidiana, e com a sua transformação da arte em documento cultural. Ao mesmo tempo, a fotografia assumiu gradualmente todas as ansiedades e consciências de si da arte modernista clássica. Muitos profissionais receiam agora que esta estratégia populista tenha afinal,  ido longe demais e que o  publico esqueça que a fotografia é, afinal uma actividade nobre e elevada: em suma, uma arte. Até porque a promoção modernista da arte naive tem sempre um trunfo implícito: que não se deixem de respeitar as suas pretensões ocultas de sofisticação.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pensamento

Por vezes dou comigo a pensar, que fazer com algumas fotos que tenho no arquivo!?
Umas vezes apetece-me simplesmente apaga-las, outras vezes, fazer com que não se pareçam fotografias, ou ainda como muitas vezes dou comigo a pensar porque foi que fotografei daquela maneira aquele assunto? Fico a olhar as fotos e descubro que fiz porque gostei e pronto não tem mais explicação. Fiz porque naquele momento era assim que me sentia, era assim que aquele assunto me afectava, pelo momento e pelos sentimentos agi a pronto esta feito.
Não quero sentir mais nada que  a sublime sensação de poder que a fotografia me dá quando faço parar o tempo naquele momento que só eu controlo quando estou com a câmara. Depois com outro poder e com todo  o tempo do mundo faço de alquimista, e continuo a alterar o tempo que controlei, criando novos mundos novas visões que o tempo por si só não dá.

   


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fotografar pessoas:

Segundo Arbus, fotografar pessoas é necessariamente «cruel», «mesquinho». o importante é não hesitar.

»A fotografia era como que uma autorização para ir onde quisesse e fazer o que me apetecesse», escreveu Arbus.
a câmara é uma espécie de passaporte que aniquila as fronteiras morais  e as inibições sociais, libertando o fotógrafo de qualquer responsabilidade para com as pessoas fotografadas. Toda a questão reside em que fotografar pessoas não é intervir nas suas vidas mas apenas visita-las.


Modelo :  Luis Simões
   Produção : DA- Produções
Fotografia :José Garnacho



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

"Todo o caminho da serra é um jardim, onde a natureza e a 
arte maravilhosamente se combinam, o mais belo
 passeio que se pode imaginar." 
Hans Christian Andersen
                            

                                                                                                                     Serra da Estrela

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Onde existe luz, é possível fotografar."
Alfred Stieglitz